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História da Colonização

Publicado em 13/03/2014 às 14:01 - Atualizado em 22/10/2018 às 09:10

 CORDILHEIRA ALTA - História da Colonização

Localizado no Oeste de Santa Catarina, o município de Cordilheira Alta foi desmembrado de Chapecó no ano de 1992. Em sua maior parte, as terras cordilheiraltenses foram colonizadas pela Colonizadora Ernesto Bertaso e Cia, empresa instalada em Chapecó por volta do ano de 1918, cuja sede oriunda de Passo Fundo-Rio Grande do Sul. Quase na sua totalidade, as terras que hoje compõem o município de Cordilheira Alta eram de propriedade da Fazenda Campina do Gregório. A fazenda Campina do Gregório foi adquirida pela Empresa Bertaso para fins de colonização, no início da década de vinte do século passado.

A demarcação das terras foi efetuada pelo agrimensor Wanceslau de Souza Breves, que chegou em Chapecó no ano de 1921. Com a demarcação, muitos colonos gaúchos escolhiam o lote e adquiriam sem mesmo nunca tê-lo visto; apenas à luz de mapas, em virtude das poucas condições de realizar a viagem até aqui. Assim que pudessem vir com a família e trazer os poucos bens que conseguiam transportar, instalavam-se definitivamente nos seus lotes. A maioria dos lotes eram de uma colônia de terra, equivalente a 24 hectares. Apesar de quase todas as terras do nosso município terem sido comercializadas pela Empresa Bertaso, a Fazenda Rodeio Bonito fora adquirida pela Colonizadora Lunardi de Xaxim.

A colonização se iniciou a partir de modelo conhecido no R.G. do Sul, uma vez que os proprietários dos lotes eram de procedência gaúcha em sua maioria. A aglomeração embora de forma tímida,  se deu próximo a estrada aberta para ligar Chapecó e Xaxim. O motivo pelo qual os colonos teriam migrado para cá, foi em virtude da escassez e da improdutividade do solo gaúcho. Ao chegarem encontraram muito mato e terra fértil. As famílias pioneiras, entre elas De Césaro, Muller, Dal Santo, seguidas de Tozzo, Ranzan e outras, enfrentaram muitas dificuldades ao ocuparem seus lotes, dado o fato de não encontrarem neles as residências construídas, tendo que improvisar as primeiras casas para poderem morar. Os poucos bens que possuíam eram trazidos de cargueiro, com carroças e cavalos, levando até várias semanas para chegarem aqui.  Em 1940 e 1950 já haviam   caminhões mas a dificuldade   residia no fato de não haverem estradas. Apesar disso, os momentos de solidariedade estavam sempre presentes.  As famílias que iam chegando eram sempre bem acolhidas pelas que aqui já residiam. A falta de escolas, hospitais, e comércio, levava algumas famílias a desanimar e fazia do cotidiano um desafio constante.

A economia nos primeiros anos era baseada nas atividades de extração e produção agrícola. A madeira era um produto farto e rentável. Já na década de 40, fomentando a instalação de serrarias tanto em Chapécó como em Xaxim. A madeira era levada para o Porto Goio-Em, seguindo para a Argentina e para outros destinos. Muita madeira acabava perdida nas águas. Também grande parte dela era queimada no local da extração para dar lugar aos produtos agrícolas. Basicamente eram produzidos o milho, o feijão, a mandioca, o arroz e o trigo. Alguns destes produtos eram trocados pela querosene,  o sal, o fósforos e outros mantimentos impossíveis de serem produzidos pela terra.

Aos poucos foi-se ensaiando um tímido comércio nas terras do atual município de Cordilheira |Alta. Na Vila Fernando Machado o comércio do Sr Cella e na Sede a casa comercial de Luiz de Césaro, a qual mais tarde foi vendida para José Smaniotto e posteriormente para o Sr Firmino Tozzo, por volta de 1947.

Apesar do processo de emancipação ter sido um marco importante na história do município, não se pode ignorar as experiências e as lutas dos desbravadores, as quais antecederam este importante fato histórico. O processo de emancipação iniciou em 1962, quando Cordilheira Alta foi declarado distrito de Chapecó, mas a trajetória histórica do município construída por homens e mulheres corajosos e determinados desde a década de 20 até 1962, não pode ser esquecida, merecendo todo nosso respeito. Um longo caminho de lutas e sofrimentos, mas também cheia de exemplos de solidariedade, presentes no cotidiano destas pessoas. Muitos fatos contribuíram para o aumento populacional e o crescimento econômico do nosso território; entre eles, a migração da família Tozzo em 1946. Também a participação desta família na vida política do então município de Chapecó, com a atuação de Ludovico e Nilo Tozzo.

O processo de Emancipação

Em 13/11/1962 entrou na câmara de vereadores de Chapecó o processo 80/62 visando a criação do Distrito de Cordilheira Alta, abrangendo as localidades de Quadro Fernando Machado, Linha Bento, Linha Sachet, Rodeio Bonito. O relator Elias Gallon deu parecer favorável em 14/11/62. O Distrito de Cordilheira Alta foi criado pela Lei 881 de 05 de abril de 1963 da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Vale lembrar que a Linha Fernando Machado também tentou o mesmo processo para ser distrito de Chapecó e não teve sucesso.

A partir de 1967 o Distrito de Cordilheira Alta passa a ter representação política no município de Chapecó, através da eleição de Ludovico Tozzo para vereador. Mais tarde, 1984 Nilo Tozzo também foi eleito vereador de Chapecó por dois mandatos.

Com o passar dos anos, foi gerando um descontentamento por parte dos moradores de Cordilheira Alta, o fato de que os recursos aqui produzidos não retornavam em obras de maneira suficiente. Então, as lideranças começaram a se organizar focando a sua independência político-administrativa, ou seja, emancipação. Houve uma certa resistência política e, por isso, estabeleceu-se um plebiscito pró-emancipatório, que ocorreu em 15 de março de 1992, a fim de que as pessoas decidissem seu destino. Com o resultado da votação favorável, em 30 de março de 1992, o distrito de Cordilheira Alta passa a ser município através da Lei no. 8.557 / 1992. Foi instalado finalmente em 1º. De janeiro de 1993.

Os primeiros administradores saíram de consenso, onde Nilo Tozzo e Valdir Graciani foram o prefeito e o vice-prefeito respectivamente. A segunda eleição municipal ocorreu em 03/10/1996, onde o prefeito eleito foi Vilson Maggioni e o vice-prefeito foi o Sr. Henrique Giacomin. Nilo Tozzo voltou a administrar o município sendo eleito o terceiro prefeito juntamente com o vice Altemir Pederssetti. Para a quarta gestão Alceu Mazzioni e Altemir Pederssetti. Na quinta gestão (2009-2012) Ribamar Alexandre Assonalio como prefeito e seu vice Clodoaldo Briancini. Na sexta gestao, acontece a volta de Alceu Mazzioni como prefeito com Clodoaldo Briancini, de vice e atualmente, o município é governado pelo prefeito Carllos Alberto Tozzo e o vice Altemir Pederssetti eleitos para a gestão 2017 - 2020.

 


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